Sexta-feira, 28 de Junho de 2013

Test Bike - Scott Scale 710 - por David Rosa

Aqui fica um test bike do David Rosa à Scott Scale 710, a primeira bicicleta de carbono rígida da Scott a chegar ao mercado. Numa altura em que muitos se questionam relativamente às potencialidades da 27.5" relativamente a outros tamanhos de roda nomeadamente 26" ou 29", aqui ficam as conclusões do David acerca desta bike. De notar que, quer no que diz respeito à 27.5" quer à 29", não há uma solução universal: cada bicicleta deve sempre ser escolhida em função do seu utilizador, do seu tipo de pedalada, percursos preferenciais, etc.


A análise do David centra-se sobretudo no quadro, porque alguns dos componentes foram modificados especificamente para melhorar o seu estilo de condução. Aqui fica a sua opinião acerca desta bike:



 

"Finalmente chegou a menina dos meus olhos. Posso dizer que esta é a minha bike.

 

Para mim, este tamanho é sem dúvida o mais indicado para XCO. Não é que a 29 não tenha vantagem nalguns campos. Mantenho o que já disse anteriormente: em falsos planos, trilhos com muita raízes, lama e terreno plano, a 29 continua para mim a ser um pouco superior. Daí achar que para maratonas seja a melhor opção (considerando que se consegue ter a posição na bike desejada). Apesar das modificações que fiz à 29, nunca consegui uma posição em que me sentisse realmente confortável e tirasse todo o partido da bike devido à minha altura. Além disso, sendo eu alguém com um peso muito baixo, a minha potência absoluta (e não em relação ao peso) nunca será muito elevada. Por este motivo, notava muito a maior inércia da roda 29 em arranques e principalmente em subida, não conseguindo fazer grandes variações de velocidade nas mesmas. Na verdade, para ter a aceleração duma roda 26 numa 29, o peso da 29 tem de ser muito mais reduzido (cerca de 400gr). Na prática, ao passar da 29 para a 27,5,  e apesar das rodas de origem serem cerca de 100gr mais pesadas que as da 900 RC (são o equivalente às da 910), notei de imediato uma diferença substancial em subida e em arranques nas mesmas. A agilidade é também superior fruto de uma distância entre eixos também bem menor. Ainda me estou a habituar a esta maior agilidade… em descidas mais técnicas ainda tenho de corrigir muito a trajectória, mas vem com o tempo.

 

A minha 710 está com uma montagem muito fiável, sem nenhum componente que possa comprometer a sua performance… a estética do quadro (e do conjunto!) deixou-me simplesmente boquiaberto. Este quadro, apesar de ter a denominação 710 usa o carbono mais avançado da Scott, o HMX, sobre o qual já falei num teste à Scott 900 RC. No entanto, apresenta algumas diferenças. O desviador da frente é em Direct Mount, cabo do travão de trás é interno, o espigão é 31,6mm e o eixo da roda de trás é 142x12mm “thru axle”. Quanto a mim, prefiro este tipo de encaixe da roda traseira em “thru axle” pois apesar de ser um pouco mais trabalhoso em tirar a roda (o eixo tem de sair totalmente) a rigidez é muito superior.

 

Quanto ao equipamento poderia usar componentes mais leves mas não estaria tão fiável, rígida e confortável. No capítulo da transmissão, está equipada com um grupo Shimano XTR, do qual já falei em testes anteriores (fiabilidade/performance/rigidez a 100%). Notei muito a diferença do guiador de origem (Syncros em alumínio) para o Ritchey WCS em carbono no que toca ao conforto, que neste caso, se traduz em menos cansaço dos braços e maior facilidade em zonas mais acidentadas. O mesmo se aplica ao espigão de selim, onde tinha um sem recuo, extremamente leve. Mudei-o inicialmente pois não tinha a posição desejada (estava muito em cima do eixo pedaleiro) mas fiquei surpreso com o aumento de conforto do actual (Ritchey WCS carbono) pela flexão que faz junto ao selim.

 

 

No amortecimento, conto com a SR Suntour Axon, suspensão que usei nos Jogos Olímpicos mas versão 650b. Tem uma rigidez muito acima do normal e conta com um sistema de bloqueio que gosto muito, pois é intuitivo e para desbloquear nem tenho de tirar o polegar do guiador. Tem ainda uma afinação que julgo ser muito importante: a compressão a baixa velocidade. Na prática uso-a quando estou a treinar em estradões com alguns buracos em que não anteriormente sabia se queria bloquear a suspensão (senão num desses buracos a pancada é grande) mas se desbloqueada (problema do bombeio). Assim basta-me usar essa afinação (poucos “click’s” são logo perceptíveis) para a adaptar em função do circuito. Em percursos com muitas raízes faço o contrário.

 

 

Em competição uso umas rodas tubulares de carbono com pneus Dugast (facilmente reconhecíveis). Com estas alterações, a minha bike de competição “emagreceu” cerca de 1.2 kg, ganhou aceleração, agilidade, rigidez, performance em subida e sinto-me mais confortável.

 

Esta sim, é a minha bike de XCO, porque está mais adaptadas às minhas características. A 29" parace-me uma opção mais interessante para maratonas, grandes distâncias e provas que não sejam tão específicas qquanto o XCO."


Clique aqui para ler o test bike realizado pelo David à Scott Scale 900 RC.

 

O melhor mesmo é experimentar: desloque-se até a uma loja MoveFree para marcar Test Rides com Scott Scales 29" ou 27.5" e seja aconselhado pelos nossos profissionais!


Publicado por Eupedalo às 14:09
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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Test Bike - Scott Scale 900 RC - por David Rosa

Aqui fica um test bike do David Rosa à Scott Scale 900 RC, a sua bike de competição. A análise do David centra-se sobretudo no quadro, porque alguns dos componentes foram modificados especificamente para melhorar o seu estilo de condução. Aqui fica a sua opinião acerca desta bike:

"Após já ter testado a Scott Scale 920 e a Scott Scale 910, faço aqui uma análise à Scott Scale 900 RC, a minha bike de competição. A principal diferença entre a 900 RC e a 910/920 é justamente o carbono, utiliza fibras HMX em vez das HMF. Bem, mas que raio quer isso dizer? Colocando a informação em termos muito simples, a fibra HMX é mais avançada pois através de um tratamento diferente ao carbono consegue-se um aumento de rigidez na ordem dos 20%, com utilização nas zonas que necessitam mais desse aumento de rigidez. Através da utilização deste carbono todo o conjunto consegue ficar mais leve e com uma mudança no comportamento que é notável. Quão mais leve fica o quadro HMX? Vejamos, o 910 (HMF) pesa 1150 gramas, o 900 RC (HMX) no mesmo tamanho pesa 949 gramas… portanto ~200 gramas num quadro, não é coisa pouca! Tendo em conta que a gama RC foi criada para competição, onde cada grama conta, a Scott conseguiu dar um passo muito grande.

 

 

Consegui fazer um teste a incidir muito na diferença dos quadros pois tanto a 910 como a 900 foram testadas com um grupo Shimano XTR (eliminando a variável da diferença de transmissão), e para aproximar ainda mais as duas, usei as rodas da 910 (Syncros XR 2.0) também na 900 RC, pois é claro que a diferença das rodas de uma para a outra fariam uma grande diferença. Apesar de me terem avisado de antemão que o 900 RC tinha um comportamento muito diferente do 910, teimoso como sou, não acreditei.

 

Quando recebi a 900 RC fui fazer um treino de BTT na zona de Fátima em trilhos com muita rocha e outro num circuito que idealizei no Jamor, com bastantes variações de ritmo, saltos e trilhos que precisam de alguma condução. Não estava à espera que o comportamento fosse tão diferente, para melhor. Tem simplesmente uma diferença enorme no que toca a variações de velocidade e, muito para minha surpresa, no conforto. Não só há uma diferença óbvia no peso da bike, mas na própria reacção desta a arranques mais explosivos. Na minha opinião a diferença entre os dois tipos de carbono, apesar de à primeira vista parecer insignificante, no terreno traduz-se em tempo ganho numa competição.

 

Ao nível a que corremos hoje em dia, cada segundo conta e cada grama faz a diferença. Para quem procura uma bike de competição para vencer a RC 900 é a escolha certa."

 

- texto por David Rosa


Publicado por Eupedalo às 17:32
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Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Test Bike - BMC TeamElite TE01 29" por Hélder Miranda

Pedimos ao Hélder Miranda para escrever algumas linhas sobre o comportamento da BMC TeamElite TE01 que o levou a cruzar em primeiro a linha da meta na Maratona de Portalegre 2013. Aqui ficam as palavras do Hélder sobre esta bike, com que está a correr na época de 2013:

 

 

 

Agora que já estão cumpridos alguns treinos e 4 maratonas é chegada a altura de escrever algumas linhas sobre o comportamento da minha BMC Team Elite. Até agora, esta bicicleta tem estado a ser uma agradável surpresa pelo seu comportamento no terreno. Após a adaptação inicial  à geometria da bicicleta e de começar a ganhar confiança na sua condução, esta bike tem permitido obter muito boas performances, não comprometendo em nenhum tipo de terreno. É extremamente rápida a rolar e a descer, fruto da sua superior distancia entre eixos, o que faz também com que seja, ao mesmo tempo, mais confortável em terrenos mais duros. A BMC Teamelite atinge uma rigidez torcional invejável: sempre que tenho de adoptar a posição em pé, ela "dispara" e progride muito rapidamente sem que aqui se faça notar o factor comprimento!

 

 

Quanto ao grupo, o Sram XX tem estado ao seu melhor nível, tanto a nível de transmissão como de travões, nunca tendo comprometido a minha performance e mantendo sempre as afinações.

 

 

Por ser uma bicicleta rígida, poderia ser também ela muito dura na sua parte traseira e provocar as sempre incómodas dores de costas em distâncias mais longas e terreno mais duro mas, neste caso, com a colocação da escora traseira bastante abaixo em relação ao top tube, a bike ganha um conforto invejável mas, mais uma vez,sem que tenha qualquer perca de rendimento - é, sem dúvida a bicicleta rígida com maior conforto a nível traseiro que já testei.

 

Aqui fica um pequeno vídeo acerca da TeamElite TE01:

 

 

 

 

 


Publicado por Eupedalo às 14:34
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Quarta-feira, 27 de Março de 2013

Scott Scale 900 RC - Test Bike, por Nuno Machado

Aqui fica um test bike realizado pelo Nuno Machado à Scott Scale 900 RC:

 

 

 

"Quis o destino que, no ano de 2013, eu voltasse a ter na minha garagem e claro nos trilhos, uma bicicleta da SCOTT. Dentro da gama da SCOTT a minha escolha recaiu sobre a SCOTT 900 RC. A minha escolha foi para uma bicicleta rígida e roda 29 e o facto de ser a RC prende-se apenas com questões estéticas e de alguns componentes, uma vez que assim que saiu da caixa a montamos com um Kit full XTR.

 

 

Relativamente às questões que me fizeram optar por este quadro da SCOTT elas são muito simples. RIGIDEZ e CONFORTO.

Não vou tecer nenhum tratado sobre a forma como a Scott “trata” o carbono e muito menos sobre os resultados deste material especifico para bicicletas de topo. Apenas tenho de referir que é possível que existam bicicletas rígidas e confortáveis. A rigidez do quadro da SCALE 900 RC permite que a força que colocamos nas pedaladas seja aproveitada ao máximo para fazer o conjunto SCALE/Ciclista progredir no terreno da forma mais eficaz possível. O que se nota principalmente nos momentos em que temos de dar aos pedais para seguir monte a cima, e em que a SCALE 900 RC não se fica.

 

 

A juntar a este aspeto temos uma qualidade de construção notável e uns acabamentos que não deixam nada a desejar.

Quando falo do conforto falo de Três situações:

  1. Da forma como as escoras absorvem as vibrações do terreno (sem que a rigidez seja comprometida); evitando o cansaço corporal nas saídas mais longas;
  2. Falo do facto de este quadro ter cerca de mais 3 cm entre eixos que a minha anterior bicicleta (2,4 cm para ser mais preciso);
  3. E falo do comportamento da ROCK SHOX SID que ao ter 100mm de curso e uma forma de atuação suave e linear conferem conforto extra a todo o conjunto.

No conjunto ainda tenho de salientar as rodas escolhidas uma montagem da DT Swiss com a designação de “DT Swiss XR-RS29” e que sem comprometer o peso conseguem ter um muito bom nível de rigidez, quer em zonas mais técnicas, quer quando temos de pedalar em pé ou mais rápido.

 

Se me permitem volto à suspensão que sendo a ar nos permite fazer escolhas interessantes quanto à pressão que colocámos na única camara existente. Mais simples impossível. Ainda de referir que tal como é apanágio da marca Suiça esta SID vem com o manipulo de Lock, Plataform/Ride e Descend. Que permite ter a suspensão bloqueada, aberta com plataforma para rolar em trilhos mais suaves e o Descend para ter mais velocidade de atuação nos trilhos mais técnicos e irregulares. E se acham que é pouco ainda somos presenteados com um eixo de 15mm.

 

 

 

 

 

Também me perguntam normalmente o porquê de ter colocado toda a transmissão XTR e o porquê de ter voltado aos pedaleiro triplo. As respostas são simples, primeiro que tudo para o que gosto de fazer o que mais peço é os componentes sejam fiáveis, que trabalhem sempre, e nunca me deixem no meio do trilho e com material Shimano fiabilidade não me falta. Também gosto de travões que travem e que tenham o tacto que os XTR têm. Quanto ao pedaleiro triplo a resposta também é simples na gama da Shimano XTR não existe nenhum pedaleiro duplo que se coadune com a minha performance. No meu entender as combinações dos duplos da Shimano XTR são para atletas com mais potência do que eu. Eu como sou um comum mortal uso um triplo para poder usar o 24. Não é que precise sempre, mas quando preciso ele está lá.

 

Claro que tenho de referir que gosto da rigidez do pedaleiro que complementa de forma clara a rigidez do quadro, bem como gosto do facto de poder fazer passagens de duas mudanças de cada vez no desviador traseiro. Normalmente quem me vê com o pedaleiro triplo também me pergunta algumas vezes, se não me preocupa o facto de assim ficar com um conjunto mais pesado. A resposta a esta pergunta é simples. Num quadro com cerca de 950gr e componentes de topo não estou nada preocupado com o peso. Porque em condições normais quem gosta de pesos baixos já sabe que quando comparada com outras máquinas com os mesmos componentes a SCOTT SCALE 900 RC será quase sempre mais leve. 950 gramas num quadro 29’’ não é fácil de bater.

 

NO TERRENO

No terreno, está SCOTT SCALE RC 900 é uma máquina capaz de tornar qualquer saída para o mato numa volta sempre divertida, quer seja para andar muito rápido, mais lento, mais em subida, mais a descer onde os seus 100mm de curso quase que perdoam tudo e claro que também não se fica nos singletracks mais sinuosos.

 

E agora se quiserem saber mais passem por uma loja MOVEFREE e experimentem.

 

NOTA: Este resumo reflete a minha experiência na SCOTT SCALE 900 RC e só o realizei depois de ter mais de 500 kms feitos na bicicleta. A mesma bicicleta com outros ocupantes pode gerar sensações diferentes.

 

Um abraço e pedalem muito

 

Nuno Machado

 

EPIC WRITER"


Publicado por Eupedalo às 10:24
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Terça-feira, 19 de Março de 2013

Test Bike - Scott Genius 720

Rider:

Miguel Ângelo, mais conhecido no meio por “MÂNGELO”, 37 anos e fã incondicional da marca Scott:"As bicicletas já fazem parte da minha vida à mais de 20 anos, tendo começado no BMX Race, passando pelo Freeride, Dirt e Downhill e agora mais recentemente o Allmountain. Tenho como trilhos preferidos, Sintra, Monsanto e Arrábida."

 

Bike Testada: Scott Genius 720

 

 

 

 

Assim que vi a bicicleta, “saltou-me” logo à vista o facto das rodas, apesar de serem 27,5´(ou 650B) não parecerem “grandes”, como se nota logo numa 29´. A opinião foi unânime, à medida que mais pessoas iam vendo a bicicleta: “27,5´?! Não se nota muito!” Adoptado então o posto de condução, depois de umas afinações mais ao gosto pessoal (direção mais baixa e manípulos mais afastados) e começando a pedalar, o “feeling” de “roda maior” ainda não se manifestava. Um dos objetivos deste teste era ver se este tamanho de roda “casava” bem com os 150mm de curso - tendo já testado o mesmo modelo com roda 29´e “apenas”  130mm , essa era uma dúvida que tinha.

 

 

Aproveitei o percurso de um passeio da loja Movefree de Almada, que é bastante diverso, com todos os tipos de terreno e várias subidas e descidas com declive acentuado, para servir de teste à bicicleta. Logo nos primeiros metros, que foram feitos a subir em alcatrão, notei logo que mesmo com mais de 13kg (com pedais de plataforma), a bicicleta subia naturalmente, contribuindo para isso o sistema “Talas” da suspensão Fox 32 que equipa esta bike (reduzindo o curso de 150 para 130) e o bloqueio de amortecedor traseiro, neste caso um Nude2 da DT Swiss.

 

 

Os primeiros quilómetros foram um misto de sensações, quer pela facilidade em progredir no terreno, quer pela sensação de parecer uma roda 26". Depois de fazer uma utilização mais “normal”, tentei conhecer os limites desta Genius.  Descidas, saltos e curvas mais apertadas serviram para isso mesmo. Mas não é fácil levar ao limite uma bicicleta pensada para um tipo de utilização mais “radical”. Mesmo em situações que em que faria mais sentido uma bicicleta com mais curso, ela esteve bem à altura, nunca esgotando os 150mm. Com um equipamento a condizer com a qualidade do quadro a que a marca nos habituou, esta bicicleta vem equipada com Shimano XT, e permite tanto uma utilização “comum”, como uma utilização mais agressiva, com descidas e saltos à mistura.

 

 

Nota menos positiva só para os pneus…os Nobby Nick da Schwalbe, com os tacos um pouco altos e moles, prejudicando o comportamento em piso mais batido (estradões) , mas a serem muito bons em piso solto."


Publicado por Eupedalo às 23:10
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013

Test Bike - Grupo XTR, por David Rosa

Pedimos ao David Rosa que testasse o grupo XTR, com o qual vai competir durante o ano de 2013. Aqui ficam as suas palavras acerca do grupo topo de gama da Shimano para 2013:

 

"Fiabilidade, rigidez, baixo peso e… já disse fiabilidade certo?

 

 

Este ano, conforme já anunciei, vou usar o grupo Shimano XTR em ambas as bikes (treino e competição). Apesar de já saber de antemão que o peso é ligeiramente superior face à concorrência, só de me lembrar dos problemas de fiabilidade que tive nos últimos anos leva-me a não pensar duas vezes em fazer esta alteração. Com efeito, e já com alguns kms na bike de treino, é tudo aquilo que esperava a nível de rigidez, mas não de fiabilidade. A rigidez é sem dúvida superior mas confesso que era algo que já esperava, pois tinha um bom feedback de quem já tinha usado (particularmente a pedaleira). Contudo, a fiabilidade tanto na passagem das mudanças como (e sobretudo) nos travões? Para isso não estava preparado não! Se vos dissesse que, até agora, com bastante chuva, lama e um uso com trocas de mudanças tudo menos suaves, ainda não precisou de ser afinada acreditavam? Há um mês atrás posso dizer que eu não, mas estava redondamente enganado. Começando pelos travões… uma coisa que me chateava era a necessidade constante com que os meus anteriores precisavam de afinação para não ficarem a roçar no disco. No final de cada prova, de um treino numa pista mais dura o mais normal era isso acontecer. Ora se começarem a roçar no disco a meio de uma prova na prática parte da força que está a ser feita nos pedais não está a chegar onde deve, estando a ser dissipada nos travões. Isto sobretudo para quem compete, a qualquer nível, é um contrassenso total. Estes travões até agora com treinos técnicos em zonas rochosas, lama, uma ou outra queda e alguns encostos no transporte no carro ainda não precisam de afinação. Quanto à potência de travagem é algo espectacular. Acrescento apenas que a potência que verifico nos XTR está também presente nos XT e é similar à dos SLX.

 

Falando da troca de mudanças… ainda me estou a adaptar ao facto de poder abusar. Ou seja, posso trocar o andamento atrás e à frente em situações mais complicadas, por exemplo quando já iniciei uma subida, em situações de lama, etc. Noto também que a corrente simplesmente não “salta” da pedaleira. O ano passado no Campeonato Nacional em Rio de Mouro no final de algumas descidas a corrente saía da pedaleira… algumas vezes consegui recoloca-la em andamento, outras tive mesmo que parar. Muitas vezes acabava a descida e ia a olhar para baixo para ver se a corrente estava colocada. Com este grupo, até agora nunca aconteceu. Isto deve-se em grande parte à acção da patilha de incremento de tensão na corrente que faz com que esta fique sempre em tensão, diminuindo (ou eliminando pelo menos até agora) o risco desta saltar da pedaleira por acção da trepidação.  

 

Gosto também da possibilidade de poder baixar duas mudanças de uma vez com um “click” no manípulo. Isto já existia no anterior grupo XTR, mas é algo a que dou valor pois quando acabo de fazer uma subida facilita o ganho de velocidade. É uma pequena diferença, mas que eu noto bastante.  A rigidez da pedaleira é algo muito superior ao que já usei. Simplesmente fantástica, notando-se particularmente em subidas feitas de pé. No entanto, ainda estou a acertar nos andamentos para roda 29, mas posso dizer que uma alteração que vou fazer é colocar um prato de 38 dentes ao invés de 40. Isto porque acaba por ser um pouco pesado demais para poder fazer algumas subidas sem tirar o prato grande. Para maratonas ou circuitos com menos topos, aí sim, 40 dentes pode ser melhor.

 

Resumindo um pouco: o grupo XTR apesar de na sua totalidade ser ligeiramente mais pesado que a concorrência (topo de gama) ganha no terreno pelo grande aumento de rigidez, fiabilidade excepcional para um grupo tão leve e segurança na troca de mudanças."

 

- Conhece toda a gama de produtos Shimano e o grupo XTR em particular no site da MoveFree, em http://www.movefree.pt/pt/catalog/category/equipamento ou nas nossas lojas.


Publicado por Eupedalo às 10:22
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2013

Bike Test - Scott Scale 920, por David Rosa

Aqui fica um bike test realizado pelo David Rosa à Scott Scale 920, uma bicicleta com uma geometria similar à com que irá competir este ano - a Scott Scale 900 RC - mas com uma escolha de componentes e rodas que lhe dão uma relação custo benefício mais interessante. Vejam lá o que o David tem a dizer acerca desta bicicleta:

 

A Scott Scale 920 é um modelo que apesar de não ser um topo de gama parece-me procurar um compromisso entre o peso, preço e funcionalidade das suas irmãs mais avançadas, e com sucesso. O peso e conforto do quadro não é o mesmo que o da Scale 900 RC - estamos a falar dum quadro que, em tamanho 29 pesa apenas 950gr e em termos de conforto em secções mais rochosas (por exemplo), se nota uma suavidade superior. Este é um modelo a ter em conta para quem procura uma roda 29 já com grandes prestações sem investir numa topo de gama. 

 

A bike vem equipada com periféricos (espigão de selim, avanço e guiador) da Syncros, marca da Scott. Notei que aqui não haviam falhas em termos de rigidez, cumprem a sua função sem problema. No entanto, quando à posição de condução, eu prefiro um avanço mais longo e negativo, e o guiador com menos elevação. Mas isto é algo que vem das minhas preferências de condução, bastante mais agressivas e que não são muito habituais… até pela minha altura.

 

 

Quanto à transmissão, é feito um misto XT/SLX que funciona impecavelmente. O desviador XT já conta com a “patilha” de incremento de tensão de corrente, que quando accionada faz com que a corrente não bata na escora e assim temos uma bike super silenciosa nos trilhos. Foi a primeira vez que usei um desviador assim e gostei bastante. A pedaleira XT com 3 pratos, 22/32/42, dá um rácio de mudanças que numa 29 nos dá andamentos muito diversificados (numa 29, a desmultiplicação torna-se bem superior do que numa 26, tendo um 42 o andamento “real” mais próximo de um 46). No meu caso, no entanto, não usaria 3 pratos, mas sim 2 um pouco mais “juntos”, como um 26/38, isto porque pelo menos em XCO não se chega a esgotar um prato 38 e o 26 é o suficiente para passar as subidas mais duras (com uma cassete 11/36). Outra vantagem para mim com uma pedaleira dupla é a diminuição do Q-factor (distância de um crank ao outro), pois torna a pedalada mais eficiente e para alguém com as ancas estreitas como as minhas é algo recomendado. Os restantes componentes (manípulos, cassete e desviador da frente) também são SLX e daqui resulta uma transmissão que a nível de fiabilidade não deve nada às de mais alta gama.

 

 

No capítulo da travagem tive uma agradável surpresa, os SLX são realmente um travão excelente. Já conhecia a potência dos XTR e XT, os SLX não ficam muito atrás, e têm uma fiabilidade difícil de encontrar noutras marcas. Tenho sérios problemas quando ouço um travão a roçar no disco, pois é sinónimo de que estou a produzir potência que não está a ser aproveitada, não aconteceu uma única vez com estes travões. A 920 veio equipada com discos 180/160, pelo que se quiserem tirar algum peso é só por um disco de 160mm na frente e tirar o adaptador de 180, não se perde muita potência e poupa-se algum peso.

 

A rodas Syncros com os cubos XR 2.5 são fiáveis e não apresentaram qualquer problema. Claro que não são hiper-leves, mas neste segmento de preço e com este quadro e restante material já apresentado nem podiam ser, mas têm um rolar simplesmente fantástico que não impedem qualquer andamento em trilho mais agressivos, que julgo ser um dos pontos fortes desta bike. Os pneus Rocket Ron Evo 2.1 têm uma aderência lateral muito boa (das melhores até) e baixo peso (usei este pneu exaustivamente na versão 2.25 em 2009 à frente), mas sua resistência ao furo é algo limitada. Também expûs os pneus a um tratamento de alto calibre nos trilhos rochosos de pia de urso mas, ainda assim, numa bike tão fiável, acho que é um melhoramento a fazer.

 

Por último, a suspensão Fox Float 32 com bloqueio em 3 posições e eixo de 15mm revelou-se à altura. Em termos de rigidez e suavidade de funcionamento esteve impecável. Quanto às afinações (rebound e ar positivo) são fáceis de fazer e nítidas no caso do rebound. Esta suspensão tem 3 modos de bloqueio: todo fechado (completamente bloqueada), trail (funciona de forma mais lenta e menos sensível) e aberto (curso normal). A diferença entre o trail e aberto, pelo menos com a pressão que uso, não é da noite para o dia. Embora se note alguma diferença na velocidade de funcionamento (incluindo recuperação) e bombear. Na prática usei este modo em subidas mais acidentadas, em que queria que a frente da bicicleta fosse a “ler” o terreno e em zonas mais rápidas (estradões planos por exemplo) onde queria ter algum conforto mas que não perdesse rendimento.

 

Em suma, uma bicicleta construída por um quadro em carbono HMF desenhado perfeitamente para uma geometria 29" com um mix entre compontentes fiáveis e de excelência no grupo shimano e suspensão FOX que oferecem grande valor ao adepto de XC ou BTT com um budget pré-definido."




Publicado por Eupedalo às 11:18
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Bike Test- Specialized S-Works Stumpjumper HT 29”, por Pedro Duque

Aqui fica um relato do Pedro Duque à sua Specialized S-WorksStumpjumper HT 29" , realizado durante o Brasil Ride. Se dúvidas houvessem acerca do comportamento desta rígida topo de gama, o Pedro dissipa-as para vocês:

 

 

"Duração do teste, andamento e topografia

 

A bicicleta em questão foi testada durante o Brasil Ride 2012. Durante uma semana de competição, foi confrontada com todo o tipo de terreno: seco, com lama, arenoso, rochoso, com muita subida e muita descida!

À partida já sabemos que estamos perante um topo de gama, em que se espera o melhor comportamento possível em todas as vertentes. No final concluímos que a “máquina” não nos defrauda em nada!!

 

 

Look & Feel da bicicleta

 

Esteticamente esta Stumpjumper é imaculada. Com um aspecto agressivo, derivado não só da geometria do quadro mas também pelas cores utilizadas (tem uma versão em vermelho e outra em preto), só de olhar dá vontade de pedalar e desbravar o mato.

Salta imediatamente à vista que é uma bicicleta de competição, talhada para nos transmitir emoções fortes.

 

Experiência de utilização

 

Todas as provas por etapas que realizei foram com a S-Works Epic 29”, como tal, estava habituado ao conforto da suspensão total, algo que sempre considerei fundamental em provas de vários dias.

Para o Brasil Ride decidi “arriscar” competir de rígida, apesar de que me tinham alertado que o terreno era duro e a prova exigente. Hoje posso dizer que a Stumpjumper foi uma excelente opção: o carbono FACT 11 juntamente com as rodas 29” absorvem grande parte da pancada, e se por um lado sentimos que a bicicleta nos exige mais capacidade técnica, pela sua agilidade e pela falta da suspensão traseira, por outro, permite-nos não desperdiçar energia em cada pedalada e extrair todo o potencial da bicicleta.

 

 

Componentes

 

Relativamente aos componentes, penso que a expressão a utilizar é “melhor é impossível”!!

Começando pela qualidade do carbono do quadro que já referi, este “canhão” vem equipado com rodas Roval Control SL 29 (assim como os cubos, dianteiro e traseiro), transmissão, com relação 38/24, e travões SRAM XX (agora já sem problemas, algo que ocorreu em versões anteriores) e forqueta RockShox SID World Cup, com curso de 80 mm, com o famoso sistema Brain, que não me canso de dizer, é simplesmente espetacular. A juntar a estes componentes "top", a Stumpjumper vem ainda equipada com guiador e espigão de selim S-Works XC Carbon e avanço Syntace F109.

Torna-se complicado fazer melhorias...

 

 

Considero que esta bicicleta é um sonho tornado realidade para todos os amantes do BTT. Sendo apta para todo o tipo de utilização, é em competição o seu “habitat” natural!"

 

- Escrito por Pedro Duque, team Biking/MoveFree

 

 

... mas havia dúvidas? ;)

 


Publicado por Eupedalo às 18:17
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Terça-feira, 22 de Maio de 2012

Test Bike - Camber Comp em maratonas, por João Barbosa

O João "Eventos" Barbosa, testou a Camber Comp 26" em ambiente de maratona, por forma a compreender se esta bicicleta é também adequada para a participação em maratonas. Este teste foi realizado em Fevereiro de 2012, no 5º Raid Saloios BTT, um dos raids mais conhecidos da zona oeste que contou com cerca de 600 participantes. Já havíamos testado a Camber nos trilhos, na sua versão All-Mountain, com o André Egreja e agora aqui ficam as observações do João acerca desta bicicleta e o seu comportamento em maratonas. Cumprirá?

 


 


Foi no 5º Raid Saloios BTT, um dos mais duros e conhecidos Raids da zona Oeste que contou com mais de 600 participantes, que João Barbosa, elemento da Movefree Factory Team, decidiu testar a sua Camber Comp em condições bastante adversas. Com palavras suas: “Nada melhor do que testar a máquina num traçado duro e em condições menos favoráveis para melhor perceber o seu comportamento nos trilhos”!

 

Como tal propôs-se a“trocar” a sua Epic por uma experiência Camber, lançando-se aos trilhos lamaçentos do traçado oferecido nesta edição do prestigiado Raid Saloios BTT. Num percurso de 40km, com zonas extremamente lamaçentas, devido às fortes chuvadas que se fizeram sentir e aos cerca de 900 metros de subida acumulada, a Camber mostrou serviço e surpreendeu pela positiva o nosso atleta.

 

Bicicleta de Teste

A bicicleta testada foi uma Camber Comp 2012, com 120mm de curso dianteiro e traseiro, no 5º Raid Saloios BTT.

 

Tipo de Terreno; Andamento; Topografia

O percurso teve como palco os trilhos da zona Oeste, contando com zonas como a conhecida Rota do Lobo Ibérico, próximo da tapada Nacional de Mafra. Feito em terreno em condições adversas  a um ritmo moderado de sensivelmente 12,5km/h e teve a duração aproximada de 3h30m, o percurso foi concluido sem qualquer avaria mecânica ou desafinação, bastando para tal lavar e lubrificar a máquina nas ZA's do Raid. Neste traçado o piso apresentou-se diversificado. Desde os estradões aos singletracks rápidos e mais técnicos... bem como aquelas subidas mais inclinadas e descidas rápidas. Várias tipologias de terreno que permitiram fazer um teste total ao comportamento da Camber Comp.

 

Look and Feel da Bicicleta

Numa primeira impressão salta logo à vista a estética “agressiva” da bicicleta, apesar de se tratar de uma bike de Trail, o que a torna bastante apelativa. Outro aspecto relevante é a geometria desta máquina, com linhas desportivas que a tornam extremamente versátil, proporcionando uma posição de condução mais descontraida e ideal para Trail. Numa apreciação geral transmite robustez e confiança e o jogo de cores fica na retina.

 

Experiencia de Utilização

Enquanto utilizador de Epic confesso que temia que a Camber fosse demasiadamente “pastelona” e a sua resposta nos trilhos pudesse comprometer o seu comportamento em Raids ou Maratonas. Porém, depois de testar a bicicleta em condições adversas, o seu comportamento surpreendeu pela positiva, revelando-se um bicicleta muito equilibrada e indicada para quem procura a sua 1ª bike para Trail de suspensão total.

Os 120mm de curso da suspensão e amortecedor traseiro tornam a bicicleta muito versátil e divertida. Sobe muito bem e tem ainda melhor comportamento a descer... Descidas rápidas e singles tracks são o terreno de eleição da Camber. Permite descer com confiança e transpor os ostáculos com bastante facilidade. Para aqueles que tiveram oportunidade de realizar o 5º Saloios BTT, certamente teriam gostado de “saltar em claro” aqueles duplos do ultimo single track dos 40km, aterrando com estabilidade e sem complicações. Responde bastante bem a mudanças de velocidade repentinas e revela ter um bom poder de tracção e equilibrio em curvas mais apertadas. Com um desviador traseiro e dianteiro Shimano SLX e manipulos Alivio de 9 velocidades, revelou ter uma enorme fiabilidade na transmissão, independentemente das condições adversas (como podem confirmar na foto).

 

 

Um pouco de água para tirar o excesso de lama e um bom lubrificante e estava pronta para “a guerra”! A capacidade de travagem em descida também não ficou atrás, revelando um bom desempenho face ás velocidades que esta máquina permite atingir com grande confiança.

 

Componentes

A Camber Comp é sem dúvida a bicicleta indicada para que se está a iniciar no Trail e procura a sua 1ª bike de suspensão total. Com um quadro de aluminio M4, uma suspensão RockShox, e componentes de gama média é uma bicicleta muito apelativa e que apresenta ums excelente relação qualidade-preço. A relação da transmissão está bem pensada e os desviadores Shimano SLX já permitem uma “condução” mais brusca no terreno. No que diz respeito a conforto, o selim Specialized Body Geometry Riva revelou-se uma agradável surpresa, proporcionando o nivel de conforto necessário para uma “prova” desta tipologia. Sem desfazer o comportamento das rodas DT Swiss 445D, seria a este nivel que faria um pequeno upgrade,o que já se verifica em outros modelos de gama superior Camber.

 

No final atribuo nota positiva a esta bicicleta, que se  revelou uma agradável surpresa com a sua prestação nos trilhos, até para percursos mais longos, de maratonas! Sem dúvida a bike indicada para os passeios, Trail, Raids, All Mountain… e que não complica nas maratonas!

 

 

 

 

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- Sapatos Tahoe, com opção de futuramente colocar o encaixe nos sapatos, para ter um controle superior sobre a sua bicicleta em descidas e subidas;

- Pedais de encaixe Ritchey Comp V4, para utilizar com os seus Tahoe e eliminar o ponto morto da pedalada e aproveitar melhor a força que faz em cima da bicicleta;

- Capacete Specialized Align, ajustado para uma experiência All-Mountain e que lhe vai permitir enfrentar com segurança os desafios do BTT;

- Conta Quilómetros Sigma 400, para guardar o histórico das suas pedaladas;

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Publicado por Eupedalo às 15:08
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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012

Test Bike - Camber Comp, por André Egreja

André Egreja, 26 anos, é mecânico nas lojas Movefree: "Pedalo desde que me lembro. Comprei a minha 1ª “grande” bicicleta em 2003, mas antes disso já me aventurava pelos trilhos da Serra de Sintra. Sou um utilizador assíduo de bicicleta, seja no monte, a descer ou a subir, na estrada, no skate park ou nos dirts. Simplesmente, gosto de andar de bicicleta. Fiz alguns anos competição de donwhill com alguns bons resultados a nível nacional mas ultimamente tenho-me dedicado mais ao xc, maratona e enduro/allmoutain."

 

Bicicleta testada: Uma Camber comp:

 

 

Tipo de andamento, regularidade:

 

A Camber foi testada nas zonas de loures e Vialonga (mata do paraíso). O objectivo foi ver como é que a bicicleta se portava em diferentes tipos de terreno.  Inicialmente fizemos um pouco de alcatrão rolante até chegar a Vialonga e, chegando lá, foi sempre a subir até entrarmos nos trilhos da mata do paraíso. Aqui apanhámos lama, bastante na parte inicial, estradões com piso compacto e com alguma gravilha, singletracks com terra mais solta onde tínhamos mais aderência e onde deu para fazer algumas curvas mais rápido e a famosa "descida dos pneus", com piso duro e com pedra. O ponto mais alto foi no moinho, antes de começar a descer os pneus. O ritmo da volta foi médio/rápido com cerca de 30km percorridos.

 

Look and feel da bicicleta:

 

A bicicleta tem um look coerente, onde se salienta o facto de as cores combinarem bastante bem, desde os punhos, ao selim, ao próprio quadro, amortecedor, suspensão e as rodas. A bicicleta foi feita a pensar no conjunto. As primeiras impressões da bicicleta foram de grande conforto, ser alta e rolar muito bem.

 

 

Experiência de utilização:

 

Nos primeiros quilómetros que fiz no alcatrão dá para notar que a bicicleta rola bem. Em parte, o facto de ter suspensão e amortecedor com bloqueios ajuda bastante neste campo visto que não há desperdício de energia. No entanto, mesmo que se queira desbloquear o amortecedor para privilegiar o conforto, nota-se que a bicicleta mantém um comportamento muito bom neste tipo de piso. Graças ao sistema FSR o amortecedor oscila muito pouco quando se imprime alguma força na pedalada. No teste, a camber estava equipada com um ground control 2.1 control atrás, o que ajudou bastante quando estramos na mata. Nas subidas, tracção não faltou e, havendo pernas, consegue-se fazer as subidas bastante rápido! A camber demonstra uma ligeireza bastante grande quando se quer rolar rápido. Nas descidas de singlestracks, em ritmo médio, dá-nos bastante confiança. Os 120mm de curso que possui à frente e atrás e os seus pneus cardados ajudam bastante a transmitir uma sensação de controlo e de estabilidade. Quando a velocidade aumenta, é quando deixamos de ter essa percepção. Aqui, é o “kit de unhas” de cada um que conta. A camber permite fazer o mesmo que uma stumpjumper fsr mas, com os seus 120mm's de de curso e geometria específica, não é tão adequada para decidas muito rápidas.  Em termos de agilidade também lhe dou nota positiva, é muito  fácil de manobrar. A travagem é potente o suficiente para ritmos médio/altos e a transmissão porta-se muito bem, nunca tendo falhado durante o teste.

 

 

Componentes:

 

Para uma bicicleta de entrada de gama, a Camber vem muito bem equipada,nunca tendo falhado uma única vez. De salientar a suspensão e amortecedor rock shox com bloqueio, transmissão shimano e pneus specialized. Esta bicicleta é desenhada para pessoas que se queiram iniciar no btt e que gostam de fazer de tudo um pouco. Para aqueles que dão valor ao conforto e à segurança, principalmente, mas que também gostam de se aventurar nos trilhos do nosso país, sem descurar a presença nas maratonas."

 

 

 

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Texto: André Egreja

Fotos: Carlos Cruz


Publicado por Eupedalo às 09:54
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