Domingo, 26 de Fevereiro de 2012

Test Bike - Amira Sworks, por Joana Marques

Joana Marques é triatleta e Campeã Nacional Absoluta de Triatlo em 2009. Começou a ser utilizadora regular de bicicletas após iniciar-se no triatlo, em 2005. A partir de 2007, quando começou a definir objectivos mais ambiciosos, começou a surgir com mais força o prazer de pedalar. A Joana pedala porque gosta do prazer de competir e pela sensação de liberdade ao treinar. Como tal, utiliza utiliza uma Specialized Amira. Aqui ficam as suas impressões acerca desta bicicleta:

 

 

Utilizadora, tipo de andamento, regularidade:

Confesso que até entrar para o Triatlo, em 2005, não era uma utilizadora regular de bicicletas. Desde então, e sobretudo a partir de 2007, quando passei a definir objectivos mais ambiciosos, comecei a treinar com maior consistência e afinco e, naturalmente, surgiu o prazer e paixão pela sensação de liberdade sentimos ao pedalar. Como sou estudante, durante a semana tenho de fazer alguns dos treinos sozinha. No entanto, sempre que posso, e aos fins-de-semana costumo pedalar com grupos de outros triatletas e amigos de diversos clubes, diversas distâncias e com diversas conquistas pessoais e objectivos.  Pela minha fisionomia, e talvez por morar perto da fantástica Serra de Sintra, os meus percursos predilectos são os mais duros, com subidas longas e progressivas. Gosto de pedalar p.e. pela Serra de Sintra, por Mafra, Torres, Ericeira entre outros.

 

 

 

 

Bicicleta:

Amira S-Works, durante a época de 2011-2012, em estrada. No Triatlo pedalamos em terrenos com as mais variadas topografias. Do nosso calendário fazem parte desde provas rolantes junto à praia a provas com duras subidas no interior do país. Por essa razão, o meu treino acaba também por abranger todo o tipo de percursos. As distâncias nas quais compito são compostas por 20 ou 40km de bicicleta. Os meus treinos oscilam entre a 1h30 e as 3h30; mas o mais normal é treinar cerca de 2h.

 

Look and feel

Simplesmente linda. Na minha opinião, o facto de ter uma linha muito discreta, simples e subtil dá-lhe um encanto muito próprio e um ar muito competitivo, o que a distingue das demais bicicletas de mulher. Principais características são o quadro S-Works em carbno FACT 10r e geometria a pensar nas senhoras, forqueta S-Works Amira FACT em carbono monocoque, coluna cónica 1-1/8” a 1-3/8”, conjunto Shimano Dura-Ace, pedaleiro S-Works Crankset e pratos 50x34D, Cassete Shimano Dura Ace, 10-velocidades, 12-27D Conjunto de rodas é Roval Rapide SL. O Selim Ruby Body Geometry Gel é também ele pensado e desenhado para mulheres.

 

 

Utilização:
A primeira sensação que tenho ao sentar-me na bicicleta é que ela foi pensada, desenhada e construída para mim. Sinto-me completamente “encaixadinha” na bicicleta; somos um só bloco, o que me confere um conforto, segurança e agilidade surpreendentes. Sempre de forma exímia em todos os tipos de terreno. Mas, pelo facto de ser pensada em nós mulheres, eu destaco a leveza e conforto que proporciona a subir e a rigidez, agilidade, precisão e segurança a descer. Destaco ainda o facto de me transmitir a sensação de que cada watt por mim aplicado é eficaz e eficiente, não havendo desperdícios em termos de esforço físico e de energia. Senti claramente a minha performance no treino melhorada desde o primeiro treino.

 

Componentes:

Todos os componentes estão verdadeiramente à altura da excelência do quadro. A combinação do melhor da Dura-Ace, com o super leve e resistente pedaleiro S-Works Crankset confere um conjunto de grande qualidade, fiabilidade e de acessível manuseio. Por ser bastante rígido, o pedaleiro torna-se ainda muito eficaz na hora de transferir potência e não desperdiçar Watts. As rodas são igualmente bastante leves, aerodinâmicas e resistentes; o ideal para as muito variáveis topografias e tipos de asfalto que encontramos no Triatlo. Apesar de ser muito rígida, é extremamente leve, aliás como aparenta.

 

Aproveite para se iniciar na utilização da bicicleta durante a semana do Dia da Mulher: entre 03 a 11 de Março, todos os artigos femininos estão com 15% de desconto nas lojas MoveFree e em cada artigo comprado, a MoveFree doa 50cents ao Programa de Rastreio de Cancro da Mama da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

 

 

Open publication - Free publishing - More dia da mulher

 

 


Publicado por Eupedalo às 15:42
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Test Bike - Expedition ( por Ana Galvão)

Ana Galvão, apresentadora de rádio e de televisão, anda de bicicleta desde pequenina, por divertimento e brincadeira. Agora, na idade mais adulta, utiliza a bicicleta em lazer e para passeios. Costuma andar sozinha ou com amigos, mas nunca em grandes grupos. O seu percurso favorito é à beira mar, por cima do passeio ou em ciclovia. A Ana pedala porque lhe dá prazer e exercita o seu corpo. Sendo este o principal objectivo da Ana, aqui ficam as suas palavras acerca da Specialized Expedition, a sua nova bicicleta que utiliza para ir para o trabalho:

 

 

 

Bicicleta de teste, tipo de terreno, andamento:

Experimentei a bicicleta a convite do Paulo Guerra dos Santos, conhecedor das melhores opções para se andar de bicicleta na cidade de Lisboa. O percurso feito com a Expedition foi do Cais-do-Sodré à Av. Emídio Navarro (actuais instalações da RTP) onde se localiza a Antena 3. O objectivo era conhecer a bicicleta e vir até ao meu local de trabalho a pedalar nela pelas ruas da cidade. Rolámos maioritariamente em asfalto, em estradas com inclinações quase nulas, junto ao Tejo. A única subida foi a estrada que liga o Poço do Bispo a Chelas, 2 quilómetros com inclinação aceitável para quem como eu não está habituada a pedalar todos os dias. Fizemos 10 quilómetros sem grande esforço e no total 20, se contarmos com o regresso pelo mesmo caminho. Mais tarde, voltámos a passear com ela, desta vez na ciclovia de Cascais, com mais um amigo.

 

 

Look and feel da bicicleta:

O que mais se destaca é a sua original cor, um azul acinzentado, e as suas curvas femininas. O guiador e a posição do selim permitem uma postura descontraída na condução.

 

Experiência de utilização:

A bicicleta é muito confortável, segura e extremamente leve. Rola muito bem em terra batida, calçada e asfalto, seja em plano ou em subidas com alguma inclinação. O conforto é a sua melhor característica, o selim é adequado à posição de costas direitas e é muito agradável ir sentada na bicicleta. Os passeios em estrada ou ciclovia tornam-se um prazer e a fiabilidade e robustez dos componentes permitem-nos usufruir em pleno do passeio, sem preocupações com falhas mecânicas.

 

 

Componentes:

A bicicleta tem pneus largos, a suspensão à frente é muito suave e tem manípulo de mudanças em apenas um dos lados do guiador, característica para mim muito importante porque simplifica a escolha da melhor opção nas subidas e descidas.

 

Esta bicicleta é perfeita para:

Pessoas que, como eu, gostam de pedalar numa posição descontraída e confortável com a sua bicicleta e que a utilizam para viagens na cidade ou em terrenos não muito difíceis. Nota final da bicicleta: 10 em 10, no tipo de utilização adequada à bicicleta. Nitidamente é uma bicicleta para longos e bons passeios à beira-mar ou em cidade.

 

 

 

 


Publicado por Eupedalo às 15:08
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Sexta-feira, 3 de Fevereiro de 2012

Test Bike - Rockhopper SL (na cidade)

Depois de ter feito recentemente o teste à Rockhopper SL em Sintra, o Paulo Guerra dos Santos, engenheiro civil, utilizador de bicicleta e responsável por projectos como os "100 dias de bicicleta em Portugal" ( http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.com/ ) ou as Ecovias de Portugal ( http://www.wix.com/ecoviasportugal/ecovias ) levou esta bicicleta para a cidade. Aqui ficam as suas impressões acerca da experiência de levar a Rockhopper SL para as ruas de Lisboa:

 

Rock(hopper) in the city, com Paulo Guerra dos Santos

 

 

Utilizador:

Paulo Guerra dos Santos tem 38 anos é Mestre em Vias de Comunicação e Transportes e pedala pela cidade. Aos 13 anos começou a pedalar em estrada, em provas da Federação Portuguesa de Cicloturismo. Aos 27 comprou a sua primeira bicicleta de montanha, para voltas em Monsanto.

Em 2008 foi o autor do projecto “100 dias de bicicleta em Lisboa”, altura em que começou a utilizar a bicicleta como meio de deslocação diária para o trabalho, na capital. Em 2010 realizou o projecto “100 dias de bicicleta em Portugal”, numa volta de 4500 km pelo país durante 4 meses. Actualmente explora trilhos e regista-os em GPS criando roteiros turísticos para viagens de longa distância em bicicleta no nosso país, com uma Specialized CrossTrail DeLuxe cedida pela Movefree.

 

Bicicleta de teste:

A RockHopper SL 17.5 cedida pela Movefree foi testada em dois dias diferentes (dia útil e ao fim-de-semana) numa exploração do seu comportamento em cidade nas calçadas e asfaltos da ciclovia do rio e da zona histórica da velha Olisipo. Tem suspensão dianteira, 9 carretos na roda traseira e 3 pratos na roda pedaleira, desviadores Shimano e travões de disco hidráulicos. Roda 26” de diâmetro com 2.00” de largura. O teste foi feito a 18 e 21 de Janeiro 2012, nas ciclovias e ruas da capital. O destino: a colina da Graça.

 

Tipo de terreno, andamento, topografia, estado do terreno

Utilizou-se vias urbanas com pavimentos diversos e estados de conservação muito heterogéneos. Tempo seco e fresco. Altitudes variaram desde as zonas baixas e planas junto ao Rio Tejo até à cota 110 metros nas colinas do Castelo e da Graça. Velocidade média a rondar os 15 km/h, em ritmo de deslocação diária para o trabalho ou universidade. Distância total percorrida: 27 km.

 

 

Look and feel da
bicicleta

Sendo a minha experiência no dia-a-dia a pedalar numa bicicleta de quadro aberto (tipo holandês) estou habituado a uma posição de condução menos desportiva e mais casual. Na Rockhopper salta logo à vista o quadro fechado de montanha e o sofisticado selim de competição bem como a ausência de porta-bagagens e de outros acessórios como campaínhas e dínamos, o que lhe confere um look sóbrio e atractivo. Ao pegarmos na bici sentimos de imediato o seu baixo peso e nas pedaladas iniciais verificamos que os manípulos das mudanças são suaves e precisos.

 

À combinação de cores com o preto predominante no quadro sobrepõem-se as linhas e textos a branco identificadores da marca e do modelo, num contraste perfeito com selim e punhos também a branco criando-nos a ilusão de uma peça única, bem equilibrada e algo misteriosa.

 

 

Experiência de utilização:

Para quem no seu dia-a-dia veste indumentária casual como calças de ganga e camisolão, o tecnológico selim de competição com que esta máquina vem dotada poderá causar algum desconforto à falta do calção de Lycra almofadado. A solução passa assim por cobrir o selim com uma capa de gel, o que se revela uma mais-valia ao nível do conforto para o traseiro do comum dos mortais. Ultrapassadas as questões logísticas de assento, logo no
arranque cruzo-me com o tradicional eléctrico 18 e respectivos carris. Sendo em regra um ponto de estradas a atravessar com todas as cautelas, rapidamente esta máquina comercializada pela Movefree demonstra que o contrário também pode ser verdade. Os pneus de 2.00” de largura não cabem no carril, ultrapassando facilmente este obstáculo tantas vezes causador de acidentes, sem necessidade de um grande ângulo de viés. A suave e equilibrada suspensão bem como o cardado dos pneus completam este kit de segurança anti-carril.

 

 

Seguindo viagem pela ciclovia do rio, cerca de 7 km junto ao Tejo entre o Cais-doSodré e Belém, pedalar por caminhos com pavimentos tão diversos como cimento, calçada fina, calçada grossa, asfalto, lajes de calhaus rolados, relvados e até areia e pedra - naquele que será o último areal em Lisboa - faz-se sem problemas e com suavidade nesta máquina, sem percalços e com total segurança. A presença de lancis não biselados faz-se notar nesta ciclovia, mas com uma bicicleta destas galgá-los é um prazer e chegamos mesmo a desejar encontrar mais obstáculos deste género para brincar com esta menina.

 

 

Alcançado com todo o prazer o destino Belém, aguardava-nos agora o derradeiro teste: algumas das históricas colinas. Apesar de dois terços da área urbana da capital serem planos ou com inclinações suaves amigas dos ciclistas, a curiosidade crescia para analisar o desempenho da Rockhopper nas seculares e em alguns casos muito inclinadas ruas alfacinhas de calçada grossa de basalto.

 

 

Começamos a pedalar na Baixa e rapidamente passamos pela Sé. A suspensão dianteira mostra-se suave e estável nas subidas e reduz as vibrações transmitidas aos pulsos ao pedalar sobre a calçada antiga. A grande amplitude de desmultiplicações com que a bicicleta é dotada permite subir com esforço controlado. Cada pedalada torna-se um prazer e em menos de 20 minutos chegamos ao topo, sem com isso perdermos o fôlego ou chamarmos nomes feios ao Newton. A Graça e o intimista Miradouro do Monte Agudo são fáceis de alcançar pois com esta bicicleta conquistar as colinas parece uma brincadeira de meninos.

 

Mas a maior surpresa ainda estaria para vir: a descida. O regresso ao rio fez-se passando pela Feira da Ladra descendo a grande velocidade pela calçada grossa das ruas de Alfama, num ziguezaguear entre carris, eléctricos e turistas surpreendidos à passagem de um ciclista eufórico. Esta é uma bicicleta que nos transmite uma grande sensação de liberdade e segurança, não podendo deixar de dizer que se sente um certo nervoso miudinho e pontuais descargas de adrenalina quando a temos nas mãos.

 

Componentes

Em geral temos um conjunto equilibrado, com os discos de travão hidráulicos e os desviadores Alivio e Deore comandados por manípulos e manetes bem afinados a proporcionarem uma experiência de condução segura e precisa. A suspensão dianteira regulável com 80 mm de curso não prejudica o desempenho nas subidas e as rodas de 26” mantêm o centro de gravidade/balanço baixo, facilitando as manobras no desvio de obstáculos. O quadro é leve, resistente e com deflexão reduzida.

 

Esta bicicleta é perfeita para:

Utilizadores exigentes que pretendam ter uma única bicicleta, fiável e robusta para diversos tipos de solicitação, desde a utilização diária como meio de transporte ao todo-o-terreno ou às longas viagens em turismo de natureza. A evoluir: dotar esta máquina com furação facilitadora da montagem de porta-bagagens para suporte de alforges e descanso para paragens. Excelente comportamento a vários níveis: conforto, fiabilidade, agilidade, robustez.

 

Até 31 de Março, poderá encontrar a Specialized Rockhopper SL nas lojas MoveFree a um valor de 699EUR (preço anterior: 899EUR) e a MoveFree a marca oferece-lhe ainda um conta-quilómetros, grade porta-bidon e bidon, para que possa começar a pedalar ainda hoje!

 


Publicado por Eupedalo às 11:08
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Test bike - Hardrock Comp 2011

A Joana Amaral, utilizadora regular de bicicleta, foi explorar trilhos para a Ecovia Lisboa-Porto com mais dois amigos. Testou uma Hardrock Comp do Guincho até ao Convento da Peninha e aqui ficam as suas impressões acerca desta bicicleta:

 

 

 

Utilizadora:

Joana Amaral, 32 anos, Bióloga. Utilizo a bicicleta com regularidade para passeios em ciclovia, a solo ou com amigos. Já percorreu algumas etapas da Ecovia de Lisboa a Badajoz. O teste foi feito a 8 Janeiro 2012, no Parque Natural Sintra-Cascais, com mais dois amigos, com o objectivo de explorar trilhos para a definição da Ecovia Lisboa-Porto, das Ecovias de Portugal. O arranque foi do Guincho e o destino era o Convento da Peninha.

 

 

Bicicleta de teste:
Uma HardRock Comp Charcoal/Vermelho 17. Testámo-la num dia de exploração de trilhos para a futura Ecovia de Lisboa ao Porto, das Ecovias de Portugal, no Parque Natural de Sintra-Cascais, com partida do Guincho.

 

Tipo de terreno, andamento, topografia, estado do terreno:

Caminhos de macadame regulares (terra batida) e de pé posto, algum cascalho e pedra grossa. Tempo seco e frio. Altitudes desde cotas baixas junto ao oceano até à cota 470 metros. Velocidade lenta, com média inferior a 10 km/h, em ritmo de passeio. Distância total: 35 km.

 

 

Look and feel da bicicleta:

Habituada a pedalar nas ciclovias de Lisboa numa bicicleta de passeio sem suspensão e com apenas 7 velocidades comandadas por manípulo rotativo, o primeiro passo antes de iniciar esta aventura era a adaptação à nova máquina, gentilmente cedida para teste pela Movefree. A adaptação às mudanças de gatilho foi muito fácil e rápida. Bastaram umas voltas ainda na garagem para perceber o mecanismo! Logo à partida gostei da aparência e das cores da bicicleta mas adaptar-me a um quadro mais alto, a uma posição de condução desportiva e à rigidez e forma do selim não foi tão fácil pelo que tive que recorrer a uma capa de gel para garantir um maior conforto. Depois disto senti-me apta para, pela primeira vez, enfrentar a os caminhos de serra.

 

Experiência de utilização:

No arranque nota-se de imediato a leveza da bicicleta e durante o rolar a suspensão dianteira melhora o conforto e suaviza o impacto das vibrações nas mãos e braços. Os travões de disco mecânicos permitem uma travagem suave, mas eficaz. A amplitude de mudanças Shimano (3 dianteiras e 9 traseiras) oferece uma gama de desmultiplicações que reduz largamente o esforço em subida. Os gatilhos das mudanças são leves e precisos, permitindo uma colocação rápida da mudança desejada. Surpreendentemente rolar nesta HardRock, bem diferente da minha citadina, dá-nos uma sensação de liberdade e controlo sobre o veículo e dos seus componentes. Apesar de adaptada para optimizar o esforço na pedalada, a posição de condução mantém-se confortável, mesmo com o selim totalmente rebaixado. Nas subidas íngremes os carretos mais leves facilitam o  trabalho das pernas e nas descidas menos técnicas os travões são seguros, ainda que suaves.

 

Quando os caminhos ficam impraticáveis para o comum dos utilizadores, a saída da bicicleta faz-se sem grandes dificuldades, com rapidez e segurança, desde que se meça mais de 1,60m. Transportar esta bicicleta à mão não é problema, já que o seu peso é baixo e a manobrabilidade elevada e fácil, sendo que mesmo apeada foi fácil utilizar as manetes dos travões para melhor controlo da máquina. Ao fim de algumas horas a pedalar, apesar do natural cansaço, o corpo contínua em perfeita comunhão com a bicicleta.

 

 

Componentes:

Em geral temos um conjunto equilibrado, com os discos de travão mecânico e os desviadores Shimano da gama Deore e SRAM X-5 a satisfazerem globalmente. O quadro de alumínio é leve e resistente, com baixa deflexão nas mudanças bruscas de direcção. O guiador elevado, de alumínio, proporciona uma confortável posição de condução. Os apertos rápidos nos eixos das rodas facilitam a montagem e a desmontagem para colocação do equipamento no interior do automóvel. As rodas de 26 polegadas de diâmetro permitem manobras mais rápidas e um centro de gravidade e de condução baixos. Para utilizadores não competitivos, sugere-se um selim menos desportivo e mais confortável. Os cabos de travão e o guiador combinariam melhor com o restante conjunto se fossem da cor preta.

 

Esta bicicleta é perfeita para:

Utilizadores de bicicleta todo-o-terreno, ocasionais ou regulares. Ideal para quem como eu começou agora a dar as primeiras pedaladas em montanha e quer evoluir rapidamente. Com pequenas alterações, adapta-se facilmente para rolar em asfalto ou outros pavimentos de cidade e até mesmo para viagens de vários dias, em turismo. Em geral temos um conjunto confortável e resistente, adequado à generalidade dos utilizadores, a proporcionar uma experiência de condução agradável.

 

 

Até 31 de Março, poderá encontrar a Specialized Hardrock Comp '11 nas lojas MoveFree a um valor de 495EUR (preço anterior: 619,90EUR) e ainda lhe oferecemos um capacete Specialized Align, conta-quilómetros, grade porta-bidon e bidon para que possa começar a pedalar ainda hoje!


Publicado por Eupedalo às 15:44
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Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Test Bike - Rockhopper SL

O Paulo Guerra dos Santos, engenheiro civil, utilizador de bicicleta e responsável por projectos como os "100 dias de bicicleta em Portugal" ( http://100diasdebicicletaemportugal.blogspot.com/ ) ou as Ecovias de Portugal ( http://www.wix.com/ecoviasportugal/ecovias ) colocou de lado a sua Crosstrail para testar uma Specialized Rockhopper SL num tipo de utilização adequado para exploração em trilhos. Aqui ficam as suas impressões acerca desta bicicleta:

 

Utilizador:

Paulo Guerra dos Santos, 38 anos, Engenheiro Civil Aos 13 anos começou a pedalar em estrada, em provas da Federação Portuguesa de Cicloturismo. Aos 27 comprou a sua primeira bicicleta de montanha, para voltas em Monsanto. Desde 2008 que utiliza uma bicicleta como meio de deslocação diária para o trabalho, em Lisboa. Em 2010 realizou o projecto “100 dias de bicicleta em Portugal”. Actualmente explora trilhos e regista-os em GPS, criando roteiros turísticos para viagens de longa distância em bicicleta, no nosso país, com uma Specialized CrossTrail DeLuxe, cedida pela Movefree.

 

 

Bicicleta de teste:
A Movefree lançou o desafio: colocar temporariamente de lado a Poderosa (CrossTrail DeLuxe adaptada a longo curso) e testar uma RockHopper SL 17.5, equipada a rigor para a montanha. Testámo-la num dia de exploração de trilhos para a futura Ecovia de Lisboa ao Porto, das Ecovias de Portugal, no Parque Natural de Sintra-Cascais, com partida do Guincho. O teste foi feito a 8 Janeiro 2012, no Parque Natural Sintra-Cascais, com mais dois amigos, com o objectivo de explorar trilhos para a definição da Ecovia Lisboa-Porto, das Ecovias de Portugal. O arranque foi do Guincho e o destino era o Convento da Peninha.

 

Tipo de terreno, andamento, topografia, estado do terreno

Caminhos de macadame regulares (terra batida) e de pé posto, algum cascalho e pedra grossa. Tempo seco e frio. Altitudes desde cotas baixas junto ao oceano até à cota 470 metros. Velocidade lenta, com média inferior a 10 km/h, em ritmo de passeio. Distância total: 35 km.

 

 

Look and feel da bicicleta:

Sendo a minha experiência em pedaladas maioritariamente em modo citadino (deslocação diária para o trabalho) e em touring (viagens de
longo curso) não poderia ser mais positiva a experiência de montar esta máquina em ambiente de todo-o-terreno. Desde o reduzido peso, passando pelo conforto e facilidade de condução, esta bicicleta mostrou o que vale num dia intensivo de pedaladas pela Serra de Sintra. Como não podia deixar de ser, os designers da marca tiveram o especial cuidado na escolha da combinação de cores. Ao preto predominante no quadro, sobrepõe-se as linhas e textos a branco identificadores da marca e do modelo, numa combinação perfeita com selim e punhos, criando-nos a ilusão de uma peça única e bem equilibrada. O suporte do GPS monta-se com facilidade no avanço do guiador, e uma vez ligado e activado o receptor de sinal de satélite tem-se uma boa posição para leitura dos mapas, trilhos e coordenadas de posicionamento.

 

Experiência de utilização:

Logo no arranque, com a precisão de um relógio suíço, o desviador responde rápida e suavemente às instruções dos polegares e indicadores, que ordenam uma nova mudança. A transmissão por corrente tem uma resposta sem folgas, num movimento suave com pouco ruído. O selim, de última geração, garante uma boa relação conforto/desempenho. Os gatilhos dos manípulos das mudanças em conjunto com as manetes dos travões de disco hidráulicos permitem uma confortável posição de condução, reduzindo a tensão nas mãos e nos pulsos. A suspensão dianteira, suave e regulável em pressão, reduz as dificuldades que pontualmente se atravessam no caminho desta roda 26”,
aderente e larga. No que toca ao rolar, a Serra de Sintra com os seus trilhos e caminhos que nos elevam a quase 500 metros acima do nível do mar pede um conjunto de mudanças que exija do ciclista o menor esforço possível. Os 9 carretos da cassete traseira combinados com os 3 pratos dianteiros oferecem uma gama de desmultiplicações, que transformam o esforço de pedalar em subida no prazer da conquista de um topo sem perder o fôlego.

 

Em caminhos de macadame (terra batida) todo o conjunto surpreende pela facilidade de condução, pelo reduzido esforço em subida na mudança mais leve e pela facilidade na transposição de irregularidades no pavimento, sem perda de potência e velocidade significativos. E as boas surpresas não se ficam por aqui. Como tudo o que sobe tem que descer, escolhemos regressar por caminhos íngremes com piso irregular para ver o desempenho desta máquina sob stress. Ao descer com fortes inclinações em piso de cascalho e pedra grossa, largar os travões pode parecer absurdo, mas nem a dureza das pancadas na roda dianteira e na suspensão, o deslizar das rochas por baixo dos pneus ou as derrapagens controladas desviam esta máquina da sua função: proporcionar prazer, segurança e conforto em pedaladas pela serra, sejam em modo de passeio ou já com algum espírito de competição.

 

 

Componentes

Em geral temos um conjunto equilibrado, com os discos de travões hidráulicos e os desviadores Alivio e Deore comandados por manetes e manípulos afinados a proporcionarem uma experiência de condução segura e precisa. A suspensão dianteira regulável com 80 mm de curso não prejudica a pedalada nas subidas e as rodas de 26” mantêm o centro de gravidade/balanço baixo, facilitando as manobras no desvio de obstáculos. O quadro é leve, resistente e com deflexão reduzida. A evoluir: dotar esta máquina com furação facilitadora da montagem de porta-bagagens para suporte de alforges e descanso para paragens.

 

 

Esta bicicleta é perfeita para:

Utilizadores em todo-o-terreno exigentes na fiabilidade dos componentes e na leveza do conjunto. Com pequenas adaptações, muito boa para rolar nas Ecovias de Portugal, em caminhos de macadame e algum asfalto.

 

 

Até 31 de Março, poderá encontrar a Specialized Rockhopper SL nas lojas MoveFree a um valor de 699EUR (preço anterior: 899EUR) e a MoveFree a marca oferece-lhe ainda um conta-quilómetros, grade porta-bidon e bidon, para que possa começar a pedalar ainda hoje!

 

 

 


Publicado por Eupedalo às 11:24
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Test Bike - Carve Pro29"

O Ricardo Mendes pedalou do Chile até à Patagónia com a Filomena Gomes, angariando fundos para a Operação Nariz Vermelho com o apoio da MoveFree. Aqui ficam as suas impressões acerca da bicicleta de que ele utilizou para realizar esta viagem, a Carve Pro:

 

Utilizador:

Ricardo da Silva Mendes. Há mais de 10 anos que faço viagens em bicicleta. São autênticas travessias em autonomia e em todo o terreno. Recolho informação sobre os melhores locais para pedalar, coloco alforges e parto à aventura. Sempre com o intuito de andar mais e melhor, aprofundei conhecimentos em mecânica e tirei o curso de treinador de ciclismo. Sou federado na Federação Portuguesa de Ciclismo desde 2007 com o nível II e já treinei algumas equipas de BTT. A paixão pelos grandes horizontes, o desafio e a incerteza de uma viagem em autonomia são para mim os ingredientes para pegar na minha bicicleta e partir.  A vida para mim não é uma maratona. Só faço provas competitivas se forem de longa duração e por norma com várias modalidades além da bicicleta. Normalmente durante a semana treino sozinho mas não prescindo de um passeio de bicicleta tranquilo para conversar com amigos seja num ou vários dias. Eu pedalo porque me leva sempre aonde eu quero ir e me faz ver tudo como se fosse a primeira vez. Pedalar ajuda-me a compreender melhor o mundo, não o torna mais pequeno mas sim mais humano. Esta é melhor forma de chegar junto das pessoas e de nós próprios.

 

 

Bicicleta de teste:

Specialized Carve Pro. Testei esta bicicleta durante um mês na Patagónia e Terra do Fogo guiados com um gps e iremos com alforges para uma viagem em autonomia. Somos uma dupla de portugueses e vamos pedalar até ao fim do mundo por uma causa solidária.

 

Tipo de terreno, andamento, topografia, estado do terreno:

Seja em que latitude for, quando se trata de uma viagem longa, a topografia do terreno varia imenso e é precisamente isso que a torna tão apelativa. No caso da Patagónia, a natureza é rainha e por todo o lado foi muito generosa porque temos montanhas, glaciares, bosques como em nenhum outro local. A Carretera Austral é das poucas marcas humanas que se observam naquele local e é a única que o cruza. Por ser amplamente utilizada, passa de estrada a tortura. É construída com Rípio (quantidades bíblicas de seixo, areia e terra) com longos trajectos em horrível mau estado e que fazem lembrar uma chapa ondulada.  Foi a nossa maior surpresa porque nos impediu de ultrapassar os 12km/h de média diária. Foi aí que percebemos que para vencermos etapas de 100 a 150 kms teríamos de fazer muitas horas em cima da bicicleta.

 

 

Look and feel da bicicleta:

Tem um aspecto muito apelativo e competitivo. Olhando para esta bicicleta sente-se vontade de começar a pedalar por todo o lado. Por onde passa, nota-se que muita gente a observa por ser diferente do que estão acostumados a ver.

 

Experiência de utilização:

Para mim, o que mais impressiona nesta bicicleta é o quadro. A sua geometria dá-nos um conforto e uma agilidade que não esperava em algo deste tamanho. A montagem dos equipamentos é sensata porque mesmo com manutenção mínima durante tantos dias, não compromete o seu funcionamento.  A fiabilidade é a qualidade que mais aprecio numa bicicleta e o peso pouco representa para mim isto porque quando temos de colocar quase 15kg de bagagem extra, temos de pensar que as avarias têm de ser reduzidas ao mínimo. A ideia pré-concebida de que com roda 29 não sentimos a mesma adrenalina, que é grande, etc, etc é mais um dos muitos mitos urbanos. Não basta olhar para esta bicicleta, é preciso sentar porque os olhos e as opiniões de quem não experimenta por vezes levam-nos a tirar ideias precipitadas.

 

Quando a experimentei, por incrível que pareça, não estranhei em nada a posição. A sensação que tive foi de extremo conforto. Quando comecei a pedalar rapidamente atingi uma grande velocidade e senti que podia facilmente andar muito tempo e em bom ritmo. Torna-se muito dinâmica e viva permitindo grandes acelerações sem comprometer a segurança. A Carve vence facilmente qualquer tipo de terreno, nos pisos mais duros e incómodos como sejam pedras e raízes, a maneira como os ajuda a ultrapassar é magnífica. Em estrada e em circuito citadino lança-me sem medo a ultrapassar carros e a passar passeios que de outra forma não era possível. O comportamento rolante é o forte desta bicicleta. Vence quilómetros muito facilmente mesmo quando se transporta muito peso adicional como foi o nosso caso. Em subida não prejudica o andamento, apenas exige que se tenha uma boa rotação de pernas. Noto que mesmo que a subida seja muito técnica e a velocidade seja muito lenta, chega-se bem ao topo com menos esforço. Em descida, ganha velocidade facilmente mas é suficientemente confortável e segura para um prazer a pedalar. Em single muito apertados e rápidos percebe-se que é mais difícil controla-la. Na minha opinião isso deve-se a ter pouca habituação a esta bicicleta. Na Patagónia apenas fizemos um single track de 18kms e mesmo carregado não tive grande dificuldade a descer. 

 

Nota-se o peso da bicicleta mas na minha opinião, os quilos aparentemente a mais são facilmente desprezáveis. O conforto desta bicicleta está acima da média. Apesar de ser um quadro em alumínio, aquilo que proporciona em conjunto com umas rodas do tamnho 29 é muito semelhante ao titânio. Tem uma excelente relação de performance em qualquer tipo de terreno. O andamento requer menos esforço e menos dispêndio de energia para se obter uma maior velocidade e efectuar mais quilómetros. A manusear, esta bicicleta é excelente, mesmo carregada com 15kg extra nunca senti a perda de controlo. Fiquei com a sensação que não há nada que esta bicicleta não ultrapasse.

 

 

Componentes:

 

Os componentes não comprometem qualquer que seja a sua utilização, no entanto a suspensão necessita um up-grade porque limita aquilo que a bicicleta ajuda a conquistar: conforto, segurança e prazer em pedalar.  Em caso de chuva e carregados com íamos, os travões Deore poderiam apresentar um melhor poder de travagem. Achei impressionantes as rodas suportarem tantas torções e os violentos impactos sem nunca apresentarem um simples empeno. Os pneus tubeless Captain fizeram 2300 kms e se formos olhar para os mesmos, perguntamos como é possível ainda manterem um rasto tão visível.

 

O quadro é uma mais-valia nesta bicicleta, é apelativo, competitivo, confortável e leve. Achei impressionantes as rodas suportarem tantas torções e os violentos impactos sem nunca apresentarem um simples empeno. Os pneus tubeless Captain fizeram 2300 kms sem um único furo Em caso de chuva os travões Deore não apresentam um bom poder de travagem. Talvez os travões possam ser alvo de um upgrade.

 

 

Esta bicicleta é perfeita para:

O competidor ocasional e todas as pessoas apaixonadas pelo design que querem marcar a diferença com uma bicicleta que os ajuda a andarem mais e com menos esfoço.

 

 

Passe pelas Lojas MoveFree para conhecer a nova Carve Pro 29" e descobrir se esta é a bicicleta perfeita para o seu tipo de utilização!

 

 

 


Publicado por Eupedalo às 12:30
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Quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011

Test Bike - Specialized Epic Comp 29"

A Filomena Gomes, conjuntamente com o Ricardo Mendes, pedalou do Chile até à Patagónia, numa expedição cujo objectivo ( cumprido!) foi de angariar fundos para a Operação Nariz Vermelho. Com o apoio da MoveFree, a Filomena realizou a sua viagem numa bicicleta Epic Comp, roda 29" e aqui ficam as suas impressões acerca desta bicicleta:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Utilizadora:  
Filomena Gomes. 13 anos de experiência de bicicleta, de viagens em autonomia há 6 anos. Actualmente, possuo uma Epic SWorks de 2008. Não ando com grupos definidos, mas sim com amigos variados e companheiros de equipa (equipa de Corridas de Aventura, Triatlo/Duatlo, OriBTT). Fui Finisher na TransPortugal Garmin 2007 (única portuguesa até agora) e Finisher em 2 Ironman. Os meus percursos e andamentos preferidos são quanto mais longo melhor! Por isso privilegio travessias e provas por etapas, em ambientes naturais e paisagísticos agradáveis. Eu pedalo para viajar!

 

 

Tierra del Fuego 

 

Bicicleta de teste: 

SPECIALIZED EPIC COMP 29er, entre Novembro e Dezembro de 2011, na Patagónia (Chile e Argentina), com o Ricardo Mendes, numa viagem de 2200kms em autonomia, a favor da Operação Nariz Vermelho.

 

  
Tipo de terreno, andamento, topografia, estado do terreno:

Rípio (mistura de terra batida com gravilha). Andamentos moderados em ritmo de travessia mas em longas quilometragens diárias (entre 100 a 150kms/dia). A topografia é muito variada, com montanha (Andes) mas também estradões. O piso é em geral mau, encontrando-se muito deformado pelo contínuo rodado dos jipes e camionetas que circulam a grande velocidade nas únicas estradas daqueles dois países.

 

 

Torres del Paine 

 

 

Look and feel da bicicleta:

Estética harmoniosa e atraente. Suspensão dianteira Rock Shox Reba RL 29, Amortecedor Fox Brain, desviador traseiro 10 vel. SRAM X9, desviador dianteiro e manípulos SRAM X7, crenques SRAM, pedaleiro duplo Truvativ, travões Avid Elixir 7.

 

Experiência de utilização.  
Quando me sentei na bicicleta senti-me logo muito bem. O Tamanho e "encaixe" na bicicleta surpreendentemente adequados. Inicialmente, a bicicleta é surpreendemente ágil,  ao contrário do aspecto que induz em erro por parecer grande, apesar de ser tamanho S. A bicicleta, logo nas primeiras edaladas, quer rolar, é nervosa e dinâmica, parece pedir um utilizador exigente. Comporta-se sempre à vontade em qualquer tipo de terreno. Não se nota nenhuma desvantagem clara e é multifacetada. A rolar, está como peixe na água. A Epic 29" representa uma clara vantagem, a nível de andamento e de conforto acrescido, em pisos rolantes e planos. E, em subida, é surpreendemente boa! O peso derivado de uma roda maior não a penalizam minimamente, antes pelo contrário. A bicicleta sem alforges vence com  maior facilidade qualquer subida íngreme. Com alforges e peso acrescido, sobe na mesma devido à mais-valia de um diâmetro de roda maior. Em descida é excelente, passa por cima de qualquer obstáculo a grande velocidade pois a roda 29 dissipa imenso qualquer irregularidade no piso, permitindo assim atingir grande velocidade nas descidas. A utilização da bicicleta em trilhos técnicos é moderada, mas foi condicionada pelo facto de a bicicleta ter montados uns alforges que condicionam a agilidade nos trilhos. As oportunidades de fazer single tracks foram escassas, mas a bicicleta comporta-se à altura mesmo com alforges. Sendo uma roda 29,  é maior e um pouco mais pesada, mas é extraordinariamente manuseável tendo em conta esses 2 factores. É justamente o ponto de equilíbrio ideal.

 

 

No Estreito de Magalhães 

 

Componentes:

Todos os componentes se comportaram à altura, apesar de termos alterado os pneus que equipavam a bicicleta de origem (conjunto Fast Trak S
Works + Renegade Control) que, embora bastante aderentes e rolantes, foram substituídos por 2 Captain Tubeless especialmente para o piso de rípio. O comportamento da bicicleta fica bastante diferente com estes pneus no alcatrão, em que se nota a direcção mais pesada e menos ágil (as câmaras de ar anti-furo também eram mais pesadas). Uns Fast Track Control ou Renegade Control, ou outro pneu misto, não demasiado liso mas também não demasiado cardado, são os pneus ideais para equipar esta bicicleta.

 

A suspensão dianteira Rock Shox Reba RL tem um comportamento irrepreensível, amortecendo o suficiente, mesmo sendo apenas
80mm, mas nunca bombeando mesmo pedalando de pé. É uma suspensão suave, não tendo sido sequer necessário reforçá-la com ar, apesar de transportar uma bolsa no guiador com mais de 2kgs.

 

O amortecedor FOX BRAIN é o que mais se destaca em todo este conjunto, nestas condições. É um amortecedor em que se pode ter
confiança cega. Mesmo transportando mais 8kgs de bagagem acoplada ao espigão do selim, o amortecedor (com o SAG ajustado ao peso) não dá sinais de fadiga ou mau funcionamento. Faz o trabalho que lhe é característico e que o distingue de todos os outros existentes no mercado: amortece quando encontra irregularidades/obstáculos, mas não bombeia minimamente, nem penaliza o
comportamento da bicicleta carregada como estava. Antes pelo contrário, é o  componente que a torna diferente e que motiva a escolha de uma suspensão total para uma viagem em autonomia.

 

Um conjunto muito equilibrado para a bicicleta em questão, e uma boa escolha de componentes. Para além dos componentes já referidos, o pedaleiro duplo e as 10 velocidades resultam muito bem, facilitando umas mudanças rápidas e mais simples, sem ter de pensar muito.

 

Esta bicicleta é perfeita para:

Utilizador em busca de conforto mas numa bicicleta preparada para tudo, sobretudo eventos de endurance. É uma bicicleta polivalente, rápida e ágil, e por isso uma grande aposta em competição, mas sem nunca descurar o conforto, o que a torna a bicicleta ideal em eventos mais longos - Maratonas, provas por etapas, viagens.

 

Avaliação final:

Excelente. Não há comentários que possam transmitir o conforto de uma Epic, ainda para mais com uma roda 29, que a torna ainda mais confortável. É preciso conhecer a Epic para saber do que falo. Da mesma forma, é preciso experimentar uma roda 29 para se tomar consciência da sua agilidade e mais valia, e assim desmistificar a ideia pré-concebida de que a bicicleta não poderá ficar muito diferente das outras, ou de que fica grande demais! Quem experimentar, deixará de ter esta opinião!

 

 Nos andes!

 

Passe pelas Lojas MoveFree para conhecer a nova Epic Comp 29" e descobrir se esta é a bicicleta perfeita para o seu tipo de utilização!

 


Publicado por Eupedalo às 11:57
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