Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014

Test Bike - Scott Spark 730 - por David Rosa

No início de Dezembro fiz pela primeira vez um treino de XC numa suspensão total, pode parecer estranho, mas é verdade. Já tinha andado a brincar com uma bike de DH e All Mountain uma ou duas vezes, mas num treino com alguns quilómetros, apanhando diversos tipos de terreno não.

Não podia ter ficado com melhor impressão desta Spark. Testei-a em dois locais: Serra d’Aire e Monsanto. Não tenho muita experiência com suspensões totais e, sendo a Spark um modelo mais dirigido ao XC, penso que seja melhor fazer um pouco de comparação com a Scale. Dizer que a Spark 730 é um modelo para XC acaba no entanto por ser um pouco redutor, uma vez que com um curso de 120mm está bem à-vontade noutras paragens mais agressivas.

Não obstante, fruto do seu bloqueio “Twinloc” que opera ambas suspensões com um só comando torna-se numa trepadora surpreendente. Mas vamos por partes. Esta Spark, toda de origem, já com pedais montados (XTR) pesava 12,3kg em tamanho S (o indicado pela marca é 12,3kg num M, mas sem pedais). Naturalmente que senti algumas diferenças para a minha Scale, bem mais leve, mas isso apenas me surpreendeu mais com o seu comportamento no terreno. A Spark 730 tem um quadro intermédio das suas irmãs, embora não se venda em separado (apenas o 700 SL, 700 RC, 710 e 740 que seguidamente serão apresentados). A sua irmã menos sofisticada, a 740, tem o quadro todo em alumínio (6061) e pesa 2600 gramas, já com amortecedor. Acima deste quadro há o 710, já com o triângulo dianteiro em carbono HMX, mas com o triângulo traseiro em alumínio e a pesar 2350 gr. O 700 RC e o 700 SL são os modelos topo de gama, diferindo entre eles na pintura. Têm ambos os triângulos em carbono (HMX) e pesam apenas 1890 gr.

 

 

 

O quadro da 730 conta com o triângulo dianteiro em carbono HMF com triângulo traseiro em alumínio 6061, sendo assim um modelo intermédio. No entanto, apesar das diferenças a nível dos materiais, todos os quadros apresentam as mesmas tecnologias: eixo passante de 142x12mm, Twinloc, altura do eixo pedaleiro ajustável, entre outras. O eixo passante de 12mm é para mim algo muito positivo pois aumenta em muito a rigidez da bike e, embora seja mais pesado comparativamente às chavetas de 9mm, é para mim uma questão de tempo até se generalizar. O Twinloc, como já disse anteriormente, é um bloqueio que opera ambas as suspensões ao mesmo tempo tendo 3 posições: bloqueio, tracção e “full-travel”. Se numa bicicleta rígida não acho que faz muito sentido (há pouca diferença na prática entre o “full-travel” e tracção, numa suspensão total é diferente. Dava por mim a alternar e a sentir nitidamente as diferenças entre os 3 modos. Colocava o “full-travel” em descida, o que não seria novidade (fica um autêntico “sofá”), mas quando dava por ela ia com o modo tracção activado em plano e… a subir. Com isto tinha muitas vezes um melhor rendimento em grande parte das subidas de BTT. Bloqueava em subidas pouco irregulares claro, mas sempre que o piso era mais agreste punha no modo tracção e tinha um comportamento tão bom ou mesmo superior a uma rígida (neste tipo de terreno).

A altura de eixo ajustável é uma tecnologia que, em bikes de XC/maratona, apenas a Scott tem. Consiste em alterar a posição do amortecedor de forma a mudar não só o eixo como também a geometria da bike: 0,5º no ângulo de direcção que em conjunto com 7mm de diferença no eixo pedaleiro a coloca mais, ou menos, agressiva. Usei esta bike toda de origem e fiquei com vontade de a testar numa prova de XCO ou num Raid.

Notei que no final do treino não tinha o corpo tão “moído” provavelmente pela enorme redução de pancada proveniente da roda de trás. Todo o material de origem é extremamente fiável mas fiquei particularmente surpreendido com os travões Shimano equivalentes aos Deore. Há alterações muito simples em que os 12,3kg seriam facilmente reduzidos: trocar disco da frente de 180mm para 160mm (na minha opinião 160mm chegam e tira-se o adaptador para 180mm), aperto de selim de parafuso, entre outros. Se quiserem alterar o comportamento da bike facilmente o conseguem com umas rodas mais leves, e, apesar das Syncros não falharem, este quadro mesmo sendo um modelo intermédio (3º de 4 quadros) das Spark merece umas rodas mais leves.

Como já disse anteriormente, agora estou bastante tentado a usar uma Spark com o material que tenho na Scale e fazer um Raid pela zona de Fátima e quiçá numa prova de XCO um pouco mais agreste. Tenho a sensação que, em alguns circuitos em particular, pode ser uma boa opção :)

 

Mais informações sobre esta bicicleta em: http://www.movefree.pt/pt/catalog/cross-country527/spark-730#.Ut5lCNKp3IU


Publicado por Eupedalo às 12:03
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